CONSTRUÇÃO DA MAQUETE
1. PRIMEIRA AQUISIÇÃO
Após ter optado pelo sistema DC, tive a oportunidade de comprar aqui no Brasil um conjunto digital da Roco ( 41203 ), no qual vinha uma composição ICE 2 com decoder e som da ferrovia DB, um circuito oval de trilhos com lastro e sistema de comando digital, composto de um controlador digital e uma central de comando/força.
Apesar da composição ICE 2 não fazer parte da época da minha maquete e sabendo que o conjunto oferecido era para iniciantes, era uma excelente relação custo beneficio.
Em seguida comprei mais trilhos e AMV´s, todos da Roco mas sem lastro, pelo fato dos mesmos serem fabricados com os dormentes na cor marrom e no perfil 83 ( menor relação de altura ), mais próximos do real.
2. MONTAGEM
2.1 BASE DE MADEIRA
O tablado começou a ser construído em julho de 2001, com a compra da madeira para montar o tablado ( 2 chapas de compensado de 15 mm, vários metros de tábua aparelhada de 2,00 cm x 10,00 cm , etc).
Pode-se afirmar categoricamente que esta é a parte mais fácil da montagem, sendo que atualmente, diversas lojas aqui em São Paulo vendem madeira cortada na medida que você especifica, facilitando muito o trabalho.
A etapa mais trabalhosa foi a construção das rampas entre os planos, pelo fato de ter de serrar diversos pedaços de madeira para que as rampas possuíssem uma transição constante entre os níveis existentes.
Devido ao peso que a maquete foi recebendo durante e após a montagem ( ex: instalação do segundo e terceiro plano, conjuntos de casas, transformadores, trilhos, locomotivas, etc. ) foi necessário aumentar o numero de apoios ( pontaletes aparelhados 4,5 cm x 4,5 cm ) para um total de 8, todos com um nível na base para corrigir possíveis desníveis do piso do local onde está instalada.
2.2 COLOCAÇÃO DOS TRILHOS
Os trilhos não foram colocados diretamente sobre a madeira, mas sim sobre uma cortiça com 3,00 mm de espessura, para que a mesma absorvesse o ruído e vibração das locomotivas e vagões quando em movimento.
Em grande parte do traçado foram utilizados trilhos flexíveis, sendo que nas retas foram fixados com cola branca e nas curvas com prego (foram feitos furos adicionais nos dormentes para que os mesmos ficassem bem presos ).
Em algumas curvas utilizei trilhos curvos com diversos raios, e ao meu ver, o resultado foi melhor, tanto na facilidade de instalação como o aspecto final, porque os trilhos flexíveis aos serem dobrados em curvas de raios menores, apresentam problemas nas emendas, que não podem ser paralelas.
Quanto aos AMV, pode-se observar nas fotos da maquete que os mesmos são acionados por bobinas instaladas sob a madeira, apresentando um resultado mais realista.
As bobinas utilizadas são da marca Atlas e não Roco, pelo fato de custarem 50 % do valor e funcionarem da mesma maneira.
3. EQUIPAMENTO DE COMANDO - DCC
O equipamento de comando digital utilizado no inicio foi o que veio no conjunto da Roco ( 41203 ), no qual vinha o controlador digital ( locomouse 2 ) e central de comando/força. O transformador AC/DC 110V/16V não veio no conjunto, porque na Alemanha a voltagem é 220V, sendo comprado aqui em S. Paulo.
Durante um teste com outra locomotiva adquirida aqui em S. Paulo, houve um descarrilamento no AMV e com isso causou um curto circuito. Para a minha surpresa, este simples curto circuito causado pelo descarrilamento da locomotiva queimou a central de comando/força.
Neste momento, vi a fragilidade do sistema. Sem ter outra opção, encomendei uma nova central de comando/força. Ainda inconformado como um simples descarrilamento possa ter causado um prejuízo tão grande (a locomotiva, AMV e equipamento eram todos do mesmo fabricante), pesquisei na internet e achei para vender um protetor de curto circuito para DCC denominado "Power Shield DCC Circuit Breaker" da loja Tony´s Train Xchange.
Após receber e instalar a nova central de comando/força e o protetor de curto circuito, percebi que o sistema Roco era realmente frágil e para iniciantes, pois não oferecia nenhuma segurança contra curto circuito causado por um simples descarrilamento, possuía baixa amperagem e uma aparência bem frágil do controle (locomouse).
Um ano depois, tive a oportunidade de comprar uma nova central de comando, ao meu ver a mais completa fabricada até o momento, do fabricante alemão Uhlenbrock.
Trata-se do Intellibox 6500, aparelho de comando digital que funciona com todos os tipos de sistema digital (Motorola, utilizado pela Marklin AC e Hamo DC), Seletrix ( Trix ) e NMRA DCC ( todos os outros fabricantes DC ).
As descrições deste aparelho estão em outro item, devido a enorme versatilidade do equipamento, sendo que este modelo oferece também a opção de "route controller" ou seja a opção de controlar até 433 acessórios (AMV, motores, luzes, etc) por um simples botão, em até 48 rotas, podendo inclusive ser atualizado através de programas do fabricante disponibilizados na internet.
Atualmente se encontram digitalizado somente as locomotivas, mas no futuro pretendo fazer o mesmo com os AMV, motores das estruturas, luzes, sinais, semáforos, etc. através do decoder de acessórios, e quem sabe ligar tudo em um PC.