Como isto é um hobby, o tempo foi deixado para trás e a execução dependeu somente dos fatores físicos e financeiros.
A finalidade e o objetivo desta pagina é a divulgação deste hobby, muito pouco difundido no Brasil, seja por fatores econômicos, climáticos ou culturais.
A principal preocupação, antes de iniciar o projeto, foi achar um local adequado para colocar a maquete após a sua construção, fato que delimitou o tamanho do tablado em 3,20 m de comprimento por 1,40 m de largura.
Com o tamanho definido, faltou definir qual seria a escala mais adequada. Isso já é uma questão bem pessoal. As duas maquetes construídas anteriormente por mim eram em escala N e sabendo da dificuldade em encontrar o material desta escala aqui em S. Paulo (pode-se dizer em qualquer lugar do Brasil), optei pela escala H0, onde existe uma maior oferta de material para venda. Outro fator que considerei na escolha da opção escala foi o tamanho, porque com o passar do tempo, fica mais fácil manusear e montar os trens e acessórios nesta escala, além da riqueza e precisão dos detalhes.
Nesta época, já havia consolidado a idéia de construir o traçado utilizando equipamento digital devido a grande versatilidade do sistema, apesar do custo elevado e dificuldade de aquisição e suporte do mesmo. Neste traçado deveriam circular duas composições simultaneamente em circuitos separados e interligados, com alguns ramais para estacionamento de vagões.
2. TRAÇADO
À época do projeto, em março de 2001, ainda não havia disponível na internet programas livres para a execução do traçado, logo o mesmo foi desenhado utilizando o velho compasso, transferidor e régua, hoje tão desprezado pelos estudantes de arquitetura e engenharia como as maquinas a vapor.
Não foi difícil para mim, pelo fato de ser engenheiro e ter utilizado muito estes instrumentos nos idos tempos das aulas de desenho técnico, hoje substituída pelas aulas de autocad.
Definido o tamanho e local onde seria colocada a maquete, veio a idéia do projeto do traçado com duas linhas, onde deveria circular duas composições simultaneamente em circuitos separados e interligados, com alguns ramais para estacionamento de vagões.
Para criar uma dimensão de altura na maquete, a mesma foi construída em 3 planos, cada um com uma finalidade e características próprias:
a) plano básico: pátio de manobras, estação de carga, depósito de carvão e lago.
b) plano intermediário: cidade, praça e estação de passageiros.
c) plano superior: morro.
3. ESCOLHA DA FERROVIA
Faltava agora definir qual a nacionalidade da ferrovia a ser construída. Grande duvida. Existe a venda no mercado uma grande oferta de modelos das ferrovias americanas, européias e nacionais. Como ferreomodelista, sei que os Estados Unidos possuem uma enorme quantidade de ferrovias com grande variedade de locomotivas, principalmente diesel, sem contar as fabulosas máquinas a vapor bigboy e challenger. Das ferrovias européias, dentre tantas, pode-se destacar três paises: Suíça, Austria e Alemanha, com maior oferta de locomotivas a vapor e elétricas. Aqui no Brasil, apesar do sucateamento de nossa malha ferroviária, temos uma considerável variedade de maquinas diesel e algumas a vapor.
Como já construí duas maquetes de ferrrovias americanas, procurava algo diferente, com ênfase nas locomotivas a vapor.
Resolvi então migrar para o modelo europeu, especificamente da ferrovia alemã DRG e DB, Era II e III, que representava exatamente o que eu procurava:
a) grande variedade de máquinas antigas e a vapor;
b)enorme oferta de acessórios e conjuntos para montar;
c)paisagismo e construções únicas, bem provincianas;
d)facilidade de utilização do sistema digital nas locomotivas
Quanto aos fatores negativos, pode-se afirmar o custo elevado ( quando comecei a montar a maquete, em julho de 2001, um euro estava valendo US$ 0,80 e agora em janeiro de 2005, um euro vale US$ 1,30 ou seja, esta mais caro ) e a dificuldade de encontrar material.
Mesmo assim, tinha um objetivo, segui em frente e o resultado esta ai.